Roteadores sem Fio – A Hora é agora

July 1, 2007

Pequenas empresas (e consumidores) buscando conexões sem fio mais rápidas e com maior alcance podem comprar produtos 802.11n sem medo. As empresas maiores podem esperar pelos switches com suporte a 802.11n, mas as empresas com menos de 100 empregados que precisam de pelo menos um ou dois roteadores ou pontos de acesso conseguem encontrar os produtos 802.11n perfeitos agora mesmo.

Há seis meses, a situação parecia desapontadora porque os primeiros produtos 802.11n não emocionavam ninguém. Mas os últimos lançamentos com suporte ao novo padrão – que começaram a sair no ano passado – são muito melhores e a grande velocidade do 802.11n não pode ser ignorada. Os preços são ótimos, muitos dos novos notebooks já vêm com o 802.11n opcional e a compatibilidade pareceu boa nos primeiros testes. Se você quer esperar até que o 802.11n seja ratificado, terá que esperar até 2009, mas para a maioria das pequenas empresas, vale a pena começar a usar agora. Vamos focar no que procurar em roteadores sem fio “n” e quais, entre os primeiros lançamentos, são melhores.

Hoje, a conexão sem fio é mais usada em notebooks para acesso fácil a redes locais e à internet em salas de conferências, cafés e aeroportos, apesar de ser mais lenta do que uma Ethernet rápida. Mas com velocidades rivalizando ou ultrapassando as das redes com fio Fast Ethernet (100 Mb/s), a 802.11n pode ser adotada nos desktops também, garantindo flexibilidade enquanto economiza com a instalação profissional de cabos.

As redes Wi-Fi 802.11b/g de hoje sofrem com problemas de cobertura, alcance limitado, pontos mortos, interferência e desempenho fraco. O protocolo “n” promete eliminar muitos dos problemas que atacam os aparelhos 802.11b e 802.11g. Nos nossos primeiros testes, descobrimos que o 802.11n cumpre o que promete, entregando redes sem fio com suficiente velocidade, alcance e segurança para trabalhar com aplicativos corporativos que usam muita banda como transferência de arquivos, becape e chamadas VoIP.

Velocidade, velocidade, velocidade

Testamos vários aparelhos Draft 2.0 em nossos laboratórios e gostamos do que vimos. Os dois principais pontos positivos do padrão “n” são: melhor performance e alcance, e não ficamos desapontados com eles. Onde a velocidade máxima do 802.11g são teóricos 54 megabits por segundo, o 802.11n pode, em teoria, chegar a 300 Mbps. Na prática – em um ambiente de laboratório ideal – os novos aparelhos “n” chegaram a 130 Mbps em uma conexão ponto-a-ponto única ou cinco vezes a transmissão medida no mundo real de aparelhos 802.11g. Assim a parte boa é que o 802.11n é muito mais rápido do que o 802.11g – mas os produtos mostraram algumas outras diferenças.

O excelente desempenho das redes sem fio “n” pode ter um efeito colateral surpreendente: elas podem mover o gargalo na sua rede dos links sem fio para as com fio. Se você consegue uma transmissão de mais de 100 Mbps sem fio, sua rede com fio precisa ser Ethernet Gigabit ao invés de uma Ethernet rápida de 100 Mbps para garantir um bom fluxo de dados.

Em nossos testes iniciais, trabalhamos com modelos da Apple, D-Link, Linksys e Netgear. A D-Link nos enviou o modelo DIR-655 com portas LAN Gigabit Ethernet (GigE) que dão ao aparelho uma clara vantagem em nosso teste de desempenho e ele superou os outros modelos em pequenas distâncias. Nós recomendamos que as empresas pequenas, com pessoas usando redes sem fio como a principal fonte de conectividade, comprem roteadores e pontos de acesso com conexões GigE, já que a velocidade do 802.11n ultrapassa facilmente uma conexão com fio Fast Ethernet. A conexão típica em pequenas empresas partirá de um notebook (ou desktop) sem fio, através de um roteador 802.11n e depois através de um cabo até um servidor local ou até a internet. Para transferência de arquivos, becapes ou uso intensivo de aplicativos, a porta GigE consegue fornecer uma velocidade maior. Para ambientes onde o desempenho é importante, muitos fabricantes oferecem versões superiores dos roteadores com conexões Gigabit Ethernet.

Nós também observamos como o alcance pode ser ampliado com o 802.11n. Nos testes com um laptop localizado a 26 metros do ponto de acesso, três dos quatro aparelhos sem fio “n” que testamos mantiveram a transmissão entre 65 e 81 Mbps. No geral, os aparelhos 802.11g caíam para 5 Mbps no mesmo teste.


Distância (metros)

Os aparelhos 802.11n são retrocompatíveis com os 802.11g (e também com os 802.11b) e são muito baratos em se tratando uma tecnologia nova. Roteadores sem fio “n” ou pontos de acesso estão disponíveis hoje com preços entre US$ 100 e US$ 200 e vários notebooks novos vão incluir a tecnologia sem fio Draft-n 2.0. Se o seu computador não vier com ela, você pode comprar um PC Card ou um adaptador USB por uns US$ 100. Implementações sem fio em novos notebooks usam mini-cards em vez dos PC Cards maiores e ganham com antenas sem fio internas nas bordas das telas dos notebooks. Em relação à retrocompatibilidade, alguns fabricantes até afirmam que só a troca de um ponto de acesso 802.11g para o novo hardware 802.11n já vai melhorar o desempenho da sua rede sem fio atual, mesmo antes de fazer o upgrade nos clientes, por causa da antena melhorada e da tecnologia dos eletrônicos.

São duas coisas que melhoram o desempenho das redes sem fio “n”: canais de largura dupla e antenas MIMO (multiple input, multiple output – múltiplas entradas e múltiplas saídas). Os canais de largura dupla do padrão “n” ocupam 40 megahertz de largura de banda; 802.11g usam 20 MHz. Essa duplicação da largura de banda leva a uma teórica duplicação da capacidade de transmissão de informações. Mas o verdadeiro tempero secreto são as antenas MIMO que, em termos leigos, funcionam tanto como ponto de acesso sem fio como um aparelho sem fio. Cada parte tem duas antenas independentes e cada uma delas estabelece uma conexão separada (mas simultânea) com a antena correspondente no outro aparelho.

A especificação sem fio “n” também permite a operação na faixa dos 5 GHz, que é mais vazia, mas poucos aparelhos atuais têm suporte a essa faixa. O único que testamos até o momento foi o Airport Extreme da Apple. Se mais produtos tiverem suporte a 5 GHz, nós recomendamos o uso dessa faixa para ambientes com um espectro de 2,4 GHz lotado, mas com o suporte limitado nos roteadores e adaptadores, não faz sentido usar a não ser que você só tenha computadores Apple e o roteador AirPort Extreme em modo 5 GHz.

Qualidade do serviço

Um novo recurso interessante que está nos produtos da D-Link e da Linksys é o suporte a QoS ou qualidade de serviço. Apesar de ser voltado para consumidores avançados que já estão fazendo download de vídeo e áudio, o suporte a QoS pode ajudar em ambientes corporativos também. A noção por trás do QoS é que ele permite configurar um roteador que dá prioridade a atividades em tempo real como chamadas VoIP, no lugar de tarefas com baixa prioridade como um becape de disco. Esse recurso exige o uso de produtos do mesmo fabricante nos dois lados.

Eu descobri que a configuração pode ser tanto simples como terrivelmente complexa para todos esses produtos – basicamente igual à dos roteadores 802.11b/g. A maioria dos roteadores “n” traz um assistente para a configuração inicial e uma interface web para administrá-lo depois disso, menos a Apple que exige a instalação de um software cliente para configurar o roteador. Apesar de o software da Apple ser simples, eu prefiro não ter que instalar um novo programa para administrar aparelhos de rede. Mesmo com as interfaces web, esses fabricantes de aparelhos sem fio não conseguiram criar, de forma efetiva, uma interface simples para realizar tarefas comuns. As interfaces de gerenciamento são geralmente difíceis de compreender quando você precisa, por exemplo, configurar a redirecionamento de portas. A Netgear fez o melhor trabalho mas é o que tem menos recursos. Nós gostaríamos que os fabricantes contratassem algum bom especialista em interfaces para tirar esse peso das nossas costas.

Mas é seguro?

Em relação à segurança, a maioria dos produtos “n” usa as conhecidas WEP, WPA e WPA2 que todos conhecemos do mundo 802.11b/g. É interessante notar que a segurança sem fio está ficando mais fácil; a Netgear nem inclui a já antiquada tecnologia WEP. Nosso conselho para as pequenas empresas é que só usem o WPA.

Três dos quatro produtos testados funcionam como roteadores de internet. O da Apple, a única exceção, é somente um ponto de acesso sem fio, então você terá que desligar a parte sem fio do seu roteador de internet quando estiver usando o Airport Extreme. Alguns fabricantes também vêem uma oportunidade para um roteador sem fio “n” que é mais do que um simples roteador. A Apple e a D-Link incluíram conexões USB para você ligar uma impressora ou um HD externo, criando um servidor de impressão instantâneo ou uma simples solução de armazenamento ligada a uma rede (NAS). Isso é muito conveniente para empresas menores ou escritórios domésticos.

Toda essa tecnologia torna esses roteadores um bom negócio para pequenas empresas que querem acesso sem fio mais amplo ou simplesmente fazer um upgrade em suas infra-estruturas sem fio atuais. Com melhor desempenho, maior alcance e compatibilidade com os atuais aparelhos 802.11g – tudo isso com bons preços – parece que a tecnologia 802.11n vai arrebentar no mercado e ficar ainda melhor no futuro, quando aparelhos Wi-Fi não tradicionais, como fones sem fio, começarem a aparecer.

“N” ou não “N”?
Opinião, por Robert Lipschutz

Acabamos de testar quatro novos roteadores 802.11n e confesso que fiquei indeciso.

Não estou preocupado com a situação do padrão 802.11n, mesmo que sua ratificação tenha sido adiada para 2009. Os fabricantes estão testando muito seus produtos nos últimos seis meses, colaborando um com o outro para resolver questões de compatibilidade. Ao contrário dos primeiros testes feitos pela PC Magazine no meio do ano passado, esses produtos funcionam bem. Eu gostei das portas USB 2.0 que vêm em vários, junto com o potencial para transformar os roteadores sem fio em servidores instantâneos de arquivos e impressão ligando-os em um HD. A porta USB 2.0 também resolve meu problema de como colocar uma impressora jato de tinta colorida na rede (tente encontrar uma com porta de rede nativa).

Então, por que se preocupar? Bem, vamos começar com uma confissão. Eu ainda não usei o 802.11n no caos do nosso escritório saturado de freqüências de rádio. No nosso laboratório principal podemos encontrar mais de dez redes sem fio, uma delas é nossa e as outras são das empresas vizinhas. Nós fazemos nossos testes de desempenho no escritório principal e descobrimos algumas grandes variações. Quando entramos em um laboratório protegido onde realizamos testes que podem ser reproduzidos, a variação desapareceu e o desempenho aumentou. Nesse ambiente isolado, ver um dos nossos roteadores chegar a 130 megabits por segundo – melhor do que as conexões via cabo Fast Ethernet que eu usava até dois anos atrás – certamente chamou minha atenção. Mas esse é o desempenho a 1,5 metro do roteador, sob as condições quase ideais do lab que um ambiente livre de rádio freqüência oferece.

O espectro de 2,4 GHz está lotado com produtos sem fio 802.11b e 802.11g legados, telefones sem fio e fornos microondas. A faixa de 5 GHz é menos usada, mas muitos produtos não têm suporte a essa freqüência. Nossa banda é mais ocupada do que a maioria, mas pode ser que a sua também seja. Ao contrário de empresas maiores que podem ter um prédio inteiro só para elas com controle razoável do espectro, pequenas empresas geralmente dividem espaço com outras. Por exemplo, nós alugamos quase um quarto do décimo-primeiro andar no nosso edifício. Adoramos a vista – mas para um melhor desempenho sem fio, é melhor ir para o porão.

Escolha do Editor

Nós hesitamos um pouco em dar a Escolha do Editor para um produto baseado em um padrão que ainda não está completado aprovado, mas o Xtreme foi o melhor roteador draft-n que testamos. Por US$ 135, é o mais caro, mas por esse dinheiro extra você consegue mais recursos (incluindo uma porta USB para conectar HDs externos e impressoras). Foi também, graças à Gigabit Ethernet, que ele provou ser o mais rápido.

D-Link Extreme N Gigabit Router (DIR-655)
US$ 135 (R$ 265) – D-Link
http://www.dlink.com
NOTA: 3,5 (De 0 a 5)

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Fonte : PC MAGAZINE

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